quarta-feira, 23 de março de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011



Pensei agora em ti
 Imaginei-me voando...
E te juro! Quase consegui.

Laercio Nicolau

...Sopro o vento de mim e assim te vejo, poeira impregnada. Nessa casa sem luz, cor e som busco o que me resta. Ao encontrar teu colo me abrigo, tudo em mim se cala, trago um coração aflito, trago minha alma cansada e vivo risonho triste, perpétuo nesta sala...
Laercio Nicolau

segunda-feira, 21 de março de 2011


...TENDO PELOS ABISMOS E POR SALTOS MORTAIS NO VÁCUO, ESTENDO MINHA MÃO AOS CANALHAS E CRÁPULAS,  OS LEVO COMIGO SEM AVISÁ-LOS QUE TENHO E TRAGO COMIGO, ASAS ESCONDIDAS EM MEUS BRAÇOS...


Laercio Nicolau

domingo, 20 de março de 2011


PESO OU QUALQUER OUTRA UNIDADE DE MEDIDA QUE O VALHA

NÃO SOU NENHUM MATEMÁTICO.
NÃO SEI DAR MEDIDAS EXATAS SOBRE AS COISAS,
NÃO CONSIGO MENSURAR O QUE VALORIZO,
NEM MEDIR A FORÇA COM QUE O UNIVERSO ME TOCA
  A MEDIDA EXATA DE UM GESTO, O PESO DE UMA PALAVRA GASTA, O TAMANHO DE UM ADEUS, O QUANTO UM PENSAMENTO PODE DURAR EM OUTRA CABEÇA, NADA DO QUE SEI OU PENSO QUE SEI TEM MEDIDAS MATEMÁTICAS. AUSÊNCIA DE TAMANHO OU FORMA. HÁ DIMENSÕES INFINITAS...
 QUANTO PESA UMA ALMA?

Laercio Nicolau


COMPONHO AS MELODIAS E PREPARO AS RIMAS
PERCEBO QUE NESSAS LINHAS HÁ UMA LACUNA,
UM ESPAÇO VAZIO QUE NÃO TE CABE EM SUMA.


Laercio Nicolau

sábado, 19 de março de 2011


CATO FEIXES, SOPRO VELAS, VENTOS ME ATROPELAM COM SUA VELOCIDADE, VEJO NUVENS, ENTRO NELAS, PEDRAS ME ENVELHECEM COM SUA TERNA  IDADE.

 Laercio Nicolau

sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011


  MAN AT WORK

...DENTRO DA CIDADE REVÔLTA E TURBULENTA PARO E ESPIO PRA DENTRO DE MIM MESMO. SOU EU A PRÓPRIA CIDADE, SOU A MANHÃ CINZA E BARULHENTA...HOMEM AO TRABALHO.
Laercio Nicolau

 Incondicional

O SOL SEMPRE SE PÕE DO MESMO LADO E A TERRA NUNCA RECLAMA. CREIO QUE SE AMAM.
Laercio Nicolau

ESCREVI DUAS COISAS PRA VOCÊ:
UMA SÓ PRA LEMBRAR,
A OUTRA PRA ESQUECER.
Laercio Nicolau 

quarta-feira, 16 de março de 2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Flores
Lançadas a terra, cama
Húmus, calor e luz
Ao nascer já clamam.
Laercio Nicolau
Naifes
...Coisas infindas e efêmeras, 
amores feitos de elementais, 
efeitos naturais e espontâneos... 

Laercio Nicolau

segunda-feira, 14 de março de 2011


...Sonho com trechos leves e pedaços de céu, espero que o acaso cumpra seu papel.
Laercio Nicolau

...DE MEU PEITO O SANGUE DELIRA A LETRA, QUE SOE AGORA TUA LIRA CORTANTE E QUEM SABE ASSIM NOS COMPLETE. MÚSICA VERMELHA ESCARLATE...                                   
Laercio Nicolau

VIDA XADREZ
MOVIMENTO-ME
E ESPERO TUA VEZ.
Laercio Nicolau

sexta-feira, 11 de março de 2011


ESCRITO NO MURO EM LETRAS GARRAFAIS 
TEU MAIS NOVO NOME ME CHAMA 
 EU TONTO NEM OLHO PRA TRÁS.

Laercio Nicolau

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quase oração

 Solto de meu corpo 
Viajo em torno de tudo e vejo cinzas. 
Ave Fênix, convosco sufoco.
Laercio Nicolau

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval
Nem respiro para ver tua face
Nessa cidade não há melhor paisagem.
Me inspiro pra ter passagem
Em meio a todos os disfarces.
Me vou solto na multidão, ao meio.
Cara metade: Te encaro inteira
Que esses suores nos lavem!
Laercio Nicolau


domingo, 6 de março de 2011

sábado, 5 de março de 2011

 (Ex) ato 

 Se penso em pedra 
 Sei que ela existe em peso e forma 
 Ai de mim se penso em alma !

Laercio Nicolau

LANCEI UM GRITO AO TEMPO 
             MEU ECO AVISOU QUE NADA MAIS ADIANTARIA
NÃO ME CONTENTO EM SILÊNCIO.

Laercio Nicolau

...tudo tenho visto, em quase nada creio, cético insisto...

Laercio Nicolau

Contos em contadas linhas- Série de contos curtos

III

Inseparáveis. Era assim que se autonomeavam. Cresceram juntos desde onde ainda não se tem memória, nunca se viram realizando coisas separadas, ações solitárias. As pessoas achavam tudo aquilo lindo, mas muitos não percebiam a dimensão daquele amor, imensurável. Infância, primeiros amores com as dores a reboque, porres e fossas. Tudo comungado, tudo vivido junto. Uma corrida até o campo ou um passeio de bicicleta nunca era comum, sempre o melhor momento daquelas vidas. Um choque, o inevitável, o irreparável, a dor eterna- a morte. Tudo passa a não ter sentido, faltam chãos e faltam asas, o mistério se instaura. O que há depois do último fôlego? Tentativas falhas de reviver um passado. Passeios a esmo, sem destino e sem fim tornam-se rotina e nada tem controle ou se controla. Tomada de decisão. Inseparáveis. Era assim que se autonomeavam. Nessas vidas se amaram.                       
   Laercio Nicolau

quinta-feira, 3 de março de 2011


Triste cão que mais nada morde e lambe tua própria imagem no ensanguentado chão, minguando beija a boca de tua morte. 
Laercio Nicolau

quarta-feira, 2 de março de 2011